Blog da cidade de Formiga MG

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Formiga (Minas Gerais)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Município de Formiga
"Princesa D'Oeste"
"Cidade das Areias Brancas""
Bandeira de Formiga
Brasão de Formiga
BandeiraBrasão
Hino
Aniversário6 de junho
Fundação6 de junho de 1858
Gentílicoformiguense
Prefeito(a)Moacir Ribeiro da Silva (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Formiga
Localização de Formiga em Minas Gerais
Formiga está localizado em: Brasil
Formiga
Localização de Formiga no Brasil
20° 27' 50" S 45° 25' 33" O
Unidade federativa Minas Gerais
MesorregiãoOeste de Minas IBGE/2008[1]
MicrorregiãoFormiga IBGE/2008[1]
Municípios limítrofesArcosCampo BeloCandeiasPimentaCórrego FundoItapecericaSanto Antônio do MontePedra do Indaiá
Distância até a capital196 km
Características geográficas
Área1 502,443 km² [2]
População68 040 hab. IBGE/2015[3]
Densidade45,29 hab./km²
ClimaTropical de Altitude
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,755 alto PNUD/2010 [4]
PIBR$ 667 250,533 mil IBGE/2008[5]
PIB per capitaR$ 9 983,70 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeiturawww.formiga.mg.gov.br

Formiga é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, situado na Região Sudeste do país.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros registros de desbravamento da região, são relacionados à criação da Picada de Goiás, em 1737.[6] Também chamada de Caminho de Goiás, era uma das Estradas Reais, que ligavam minas e permitiam explorar e escoar o ouro.[7]Com o tempo, a Coroa proibiu, sob pena de morte, a criação de novos caminhos que levasse às minas. A Picada de Goiás ligava São João del-Rei ao Rio São Francisco.

Até 1748, Goiás era uma simples comarca da Capitania de São Paulo. Em 1744, os portugueses da Comarca de São João Del Rei, a mando de Gomes Freire, tomaram da Vila de Pitangui, Comarca de Sabará, o Arraial do Tamanduá. Dali para frente, até o rio São Francisco, tudo ficava "entre a Capitania de Minas Gerais e Goiás", inclusive, o Quilombo do Ambrósioque, conforme sempre afirmou o historiador Leopoldo Corrêa, ficava ao norte da atual Cristais-MG. A capitania de São Paulo foi extinta em 1748, quando passou a ser subordinada à do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, também se criaram as capitanias de Goiás e Mato Grosso.

Nessa ocasião, Gomes Freire usurpou da extinta São Paulo o atual Sudoeste de nosso Estado. Gomes Freire, no entanto, falhou e não conseguiu agregar o Triângulo, então Goiano, à nossa Capitania. Além disto, inconformado por não ter conseguido destruir os quilombos em 1746 - o que causou a extinção do imposto da Capitação - Gomes Freire mandou invadir em 1759, o Triângulo, que pertencia à Capitania de Goiás e subjugar também os rebeldes de nosso atual Sudoeste. Mas, o Triângulo continuou goiano.

Assim, Inácio Correia Pamplona, segundo ele mesmo declarou em processo de justificação de 1803, foi contratado pelo próprio Gomes Freire para continuar a empreitada, agora, de tomar de Goiás o atual Triângulo Mineiro, o que teria empreendido a partir de 1766, passando sempre, no seu ir-e-vir, por Formiga e região, como consta do diário e roteiro da suposta expedição que, em 1769, empreendeu a mando do conde Valadares. A partir de então, Inácio Correia Pamplona passou a parasitar política e administrativamente toda a nossa região, sempre tentando distorcer os fatos de maneira a carrear para sua história, fatos e feitos de outras pessoas, como Antônio João de Oliveira, Bartolomeu Bueno do Prado, Inácio de Oliveira Campos, João de Godoy Pinto da Silveira e muitos outros.[8]

Com o passar do tempo, vários sesmeiros começaram a se instalar pelo caminho, dando origem a diversas fazendas. Foram concedidas 25 sesmarias aos desbravadores, para que pudessem desenvolver a região. Com a instalação dessas fazendas, também deu-se início à fuga de escravos. Registra-se, à época, uma carta a D. Maria I, relatando a imensa quantidade de escravos fugidos na região. Houve várias expedições para capturar os fugidos e destruir os quilombosformados. A mais célebre, registrada em documentos da época, foi a investida do Capitão Manoel de Sousa Portugal contra o Quilombo do Ambrósio.

A respeito do Quilombo do Ambrósio e os demais quilombos da Caminho de Goiás, Luiz Gonzaga da Fonseca, em "História de Oliveira", narra os ataques dos quilombolas:

"Não há dúvida que esta invasão negra fora provocada por aquele escandalosa transitar pela picada, e que pegou a dar na vista demais. Goiás era uma Canaã. Voltavam ricos os que tinham ido pobres. Iam e viam mares de aventureiros. Passavam boiadas e tropas. Seguiam comboios de escravos. Cargueiros intérminos, carregados de mercadorias, bugigangas, miçangas, tapeçarias e sal. Diante disso, negros foragidos de senzalas e de comboios em marcha, unidos a prófugos da justiça e mesmo a remanescentes dos extintos cataguás, foram se homiziando em certos pontos da "Picada de Goiás". Essas quadrilhas perigosas, sucursais dos quilombolas do Rio das Mortes, assaltavam transeuntes e os deixavam mortos no fundo dos boqueirões e perambeiras, depois de pilhar o que conduziam. Roubavam tudo. Boiadas. Tropas. Dinheiro. Cargueiros de mercadorias vindos da Corte (Rio de Janeiro). E até os próprios comboios de escravos, matando os comboeiros e libertando os negros trelados. E com isto, era mais uma súcia de bandidos a engrossar a quadrilha. E do combate a essa praga é que vai surgir a colonização do território e região.[9]. Sobre estas alegações, veja item específico A Violência no Caminho de Goiás e o Quilombo do Ambrósio.

Em 1764, o então governador de Minas Luís Diogo Lobo da Silva, parte em viagem pelo centro-oeste e sudoeste do atual estado, passando por Itapecerica (à época Tamanduá), pela Fazenda do Pouso Alegre e pelo Quilombo de Formiga,[10]onde residia sesmeiro, Antônio José, o Torto, sob o comando do qual criou uma Esquadra de Cavalaria Auxiliar.[11] Dali, prosseguiu sua viagem de 365 léguas visando a consolidar o abocanhamento do atual Sudoeste de Minas que, até 1748, pertencera à extinta Capitania de São Paulo. R. Barão de Piumhi, , Centro - Formiga - MG - 35570-000


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